sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Além do que se vê.


Sou a dona do meu arrepio
de todos os detalhes que me provocam o riso
E todas as lembranças que me embalam feliz.

Sou guardiã das minhas memórias
Onde eu possuo, cada cheiro e cada gosto
Todo beijo e diferentes rostos
Sou tantas almas, um só corpo.

Eu guardo o segredo de cada lágrima
Cada palavra entalada
Toda magoa guardada
Com a chave do cofre trancado
do rancor, que sei que guardo.

Sou só eu e os lençóis enrolados no punho fechado
Manchado pelo suor das minhas costas
E os gritos abafados pelos dentes serrados
Do animal em mim lacrado

Eu me escondo na força do silencio numa mesa de bar
No colo onde choraram dores de outros amores
É o altar do meu corpo que não há como controlar
O castanho avermelhado nos teus olhos minhas cores.

Sou protetora dos pactos de sangue, saliva e olhar
Esses olhares que aos meus lábios enchem os egos
E o coração de cálculos frios
Que pelo meu reflexo no espelho você não seria capaz de notar.


3 comentários:

  1. Uma sensação de liberdade e vontade de correr rumo ao infinito sem parar, sem hora pra voltar. Adorei a experiência de ter lido você. ^-^

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  2. Bela poesia! Sempre me encantando! ♥

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  3. Olá.

    Um Poesia de muita força... e de muita autenticidade.
    Gostei muito dela... pois sei que vem deste lugar de que falas neste texto.

    Parabéns... belíssima postagem.

    Boa tarde.

    Morpheus

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