segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

4:29 am


4:29, ainda não dormi
Pela primeira vez os rostos eu não vi
4:29 e eu me levantei
Apesar do vazio eu não senti (pensei)


De olhos fechados o belo sorriso contemplei
Entre risos completos -eu- rezei
Pelo que foi roubado ali, chorei.

Não pude lhe dar nada, porque nada tinha
De todo envolta em agônia
De lhe dizer o que eu nem sabia

E eu nunca soube até ali
As 4:29 onde a verdade me cabia
E era a primeira vez que eu te vestia

E como se fosse todo presságio, ele me veio
Com a corda no pescoço eu receio
Entre o inicio e o fim, ele marca o meio.

Me pedindo a metade pra faze-lo inteiro
Ele, que me tinha um ar tão passageiro
Cigano e triste forasteiro
Meu temporal, meu eterno devaneio.
12.10.2010.

Um comentário:

  1. Ora, ora, ora... terei que dividir a estante de "poesia" com alguém... ;)

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